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Negócios 2017-06-11T08:23:30+00:00

NEGÓCIOS

Junho de 2007, Nova York, madrugada. Uma fila de pessoas jamais vista está esperando do lado de fora da loja da Apple. Em poucos minutos, o iPhone será vendido pela primeira vez na história. “Que comece uma nova revolução!”

Para os admiradores de Steve Jobs, ele era um empresário norte-americano que teve a ideia de um negócio abrangente e inclusivo. Para seus detratores, porém, o fundador da Apple era apenas um líder centralizador e um homem que impôs seu controle autoritário sobre todas as áreas da sociedade. As duas visões são faces da mesma moeda. Mas, para qualquer uma delas, a percepção é de que a Apple Store foi um passo fundamental no estabelecimento de uma relação mais próxima entre Steve Jobs e seus usuários e o mercado. Uma ferramenta real para um negócio integrado que começa desde a concepção do produto e o acompanha até o varejo.

Steve Jobs era obcecado pela experiência do usuário: toda a identidade da marca Apple e sua atividade foi baseada nesse valor. O empresário norte-americano queria que cada detalhe de seus produtos, da embalagem ao software, até a cor dos uniformes dos vendedores, fosse coerente com a marca. A Apple Store e, paralelamente, o hub digital, iTunes (2001) e App Store (2008), foram passos importantes para a criação de uma nova economia.

Steve Jobs apresentou para a imprensa a primeira Apple Store em 15 de maio de 2001, abrindo as duas primeiras lojas para o público quatro dias depois. Uma delas em Tysons Corner (Virgínia) e a outra em Glendale (Califórnia). Seis anos depois, em 2007, quando foi lançado o primeiro iPhone, havia duzentas lojas da Apple. Hoje são cerca de quinhentas. Todas elas mantêm a mesma concepção de mobiliário, revestimentos, uniformes e muitos outros detalhes, pensados pessoalmente por Steve Jobs.